Tempo
Quando não era ainda pássaro
era alma penada, barco fantasma
a procura de terra firme
Procurava pela vida
como droga p’ra minhas secas veias
Tudo era cinza
os “bons dias” frios dos humanos que iam passando
encovam nos meus ouvidos.
Sobrevivia naquela mato de concreto
Sabia que o céu era infinito
mas não ousava olhar pra lá
Procurava no chão sonhos verdes
e contemplava a ambição dos homens, em cada passo.
Na realidade eram corpos de barro, ocos
as suas almas, essas viviam nos sonhos
lá no céu.
Axel capon
2004






