O mesmo espirito

Sou eu mesmo
O mesmo homem, de varias faces
O mesmo espirito, a imagem de Deus
Sujo, meus cabelos encaracolados
Sentado a beira da estrada
Sou eu que vês na multidão
Na rádio escutas a minha voz
Gostas da minha poesia
No mercado por calúnia, acusaste-me ladrão
A porta da igreja dás-me a mão chamas-me irmão
O seu novo amigo rico
Que contentas com sorrisos hipócritas
São meus os gritos que escutas no estádio
São meus os sinais que encontras na rua
Todos os dias vejo-te por ai
Atropelamo-nos nas esquinas, pedes-me desculpa
Somos nós homens
De várias formas
O mesmo espirito.
Axel Capon 2004







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