Vale da Morte
Luanda Fantasma
A todos os aqueles que vivem do outro lado da linha em Luanda, que vivem a Luanda profunda (underground life), a todos meus irmãos e irmãs do S.Paulo, Marçal, B.O., Kinaxixi, Mutamba, Chical 2, ilha de Luanda, Asa branca (Cazenga), Hoji-ya-henda, Morro Bento, Martíris do kifangondo, a todos aquele que perderam as suas vidas em campos de batalha (rest in peace), a todos aqueles que beijam a morte e sorriem na sua face (thung live), a todos aqueles que não viram o eco (fantasmas que desafiaram a morte). Dedico estes versos.
Vale da Morte
No vale da morte
corpos sem rostos
clamam e chamam enganosamente
almas da noite.
Os homens acorrentam-se com prazer
por um segundo compram prazer
tudo mecânico.
O silêncio do espírito
e perturbado por falsos elogios
querendo nos roubar a alma
com palavras hipócritas.
O mal vai lhes devorando a cada tempo
deixando nos versos das suas vidas
um buraco negro maior que o universo.
Bem longínquo nas estrelas
os anjos dormem ninguém nas janelas.
Que nem um sonâmbula o corpo possuído
caminha para a morte
com passos rápidos entre as pedras amaldiçoadas.
Axel capon
2001







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