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Axel Capone

Com os primeiros ventos, vi o nascimento do universo, sobrevivi aos tempos, eu vivo a humanidade.

sábado, maio 01, 2010

Peregrinação

Quando a espera
não tem fim
Deixado pelos ventos
do sul, a norte
De todos os cantos
Senti o frio da humanidade
em mi
Invisível, de osso e pele
Caminhei pela sombra
Naveguei em mares mortos

Em busca de que? Só ele sabe.
A peregrinação mais longa
que o filho do homem já viveu

O tempo não pára

Tic tac tic tac,
O tempo não pára
Tic tac tic tac
Na boca do povo
O murmúrio “o que e que se passa”
Tic tac tic tac, o silêncio
Caem as lágrimas
Cai a chuva
Caem as mangas
Voam as folhas
Voam os anos
Tic tac tic tac
O coração não pára
Dentro de mi
A vontade de estar, andar, deixar estar
Tic tac tic tac
O tempo não para…

Axel capon 2009

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segunda-feira, abril 05, 2010

A vida

A vida é uma novela
O primeiro beijo a janela
A vida é uma pequena história
Cheia de grandes histórias
A vida é um teatro
No momento em que o pano cai
Um filme sem Óscar
A vida é uma comédia,
Sem graça.
Uma anedota, imaginação na cabeça do poeta.
A vida é um sonho,
Um quadro do Picasso.
A vida é uma autobiografia,
Um livro de contos de fadas na hora da morte.
A vida,
É um espectáculo de caras,
Um baile de mascaras.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Tempo

Quando não era ainda pássaro
era alma penada, barco fantasma
a procura de terra firme
Procurava pela vida
como droga p’ra minhas secas veias
Tudo era cinza
os “bons dias” frios dos humanos que iam passando
encovam nos meus ouvidos.
Sobrevivia naquela mato de concreto
Sabia que o céu era infinito
mas não ousava olhar pra lá
Procurava no chão sonhos verdes
e contemplava a ambição dos homens, em cada passo.
Na realidade eram corpos de barro, ocos
as suas almas, essas viviam nos sonhos
lá no céu.
Axel capon
2004

quinta-feira, agosto 17, 2006

O silêncio da Dor



Na vida não consigo escrever uma só linha de poesia
não consigo ver um só fio de fantasia
Para escrever meus pensamentos
saio por ai
em busca de qualquer coisa, um amor
Mas ninguém, ninguém escuta os meus lamentos
e sempre na noite guardo comigo a minha dor
Apesar da dor continuamos com a alma
mesmo ainda sem o amor na mão da palma
os dias da vida correm.
Axel capon 2000

quarta-feira, agosto 09, 2006

De mi

Agarro-te
no vazio da noite
em meus pensamentos.
Seus passos
ainda distantes de mi
desconheço seus caminhos
mas mesmo assim
já fazes parte de mi.
Mesmo assim
prometo suas lágrimas limpar sempre
e as maiores forças do universo
para sempre
unirão nossos sonhos num corpo só

Axel Capon 2000

sexta-feira, julho 28, 2006

Espíritos embalsamados


Múmias

Armazenados durante séculos
A espera da metamorfose da vida
Será borboleta ou lagarto
Uma noite de incertezas

Os homens já não acreditam
Em nós

Fazem-nos caretas
Sairá o palhaço da caixa de presentes

1 sino, 2sinos, 3sinos,...

5 sinos, 6sinos

e demais!

Quem poderá profetizar
O que Nzambi reserva para nós?

Por que os homens já não
Acreditam em nós.

Axel Capon 2003

sábado, julho 15, 2006

O mesmo espirito


Sou eu mesmo

O mesmo homem, de varias faces
O mesmo espirito, a imagem de Deus

Sujo, meus cabelos encaracolados
Sentado a beira da estrada

Sou eu que vês na multidão

Na rádio escutas a minha voz
Gostas da minha poesia

No mercado por calúnia, acusaste-me ladrão
A porta da igreja dás-me a mão chamas-me irmão

O seu novo amigo rico
Que contentas com sorrisos hipócritas

São meus os gritos que escutas no estádio
São meus os sinais que encontras na rua
Todos os dias vejo-te por ai
Atropelamo-nos nas esquinas, pedes-me desculpa

Somos nós homens
De várias formas
O mesmo espirito.

Axel Capon 2004